Tuesday, 29 November 2022

Tagarela

  Então ensurdecida a madrugada,

-desarmónicas as sinfonias de tanto albergar

a exteriorização do entranho deste coração cujo apazíguo

é um conto fossilizado no íntimo do esquecimento-,

 

encolhidas as flores dissociando-se do fascínio,

de tanto em sí poisarem ecos dos gemidos da amargura

dum eremitério desvinculado do tempo que do espaço

roçando uma existência audível a madrugada,

colorida para as telas, abrangem-te para as flores,


Sangra o coração no abraço do vento pela dor

pintando a plenitude então ofuscado o prazer existencial:

-enceguecidos os olhos humanos pelo incessante que sem dimensão-.  



Serano Manjate

 

 

 

 

 

 

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