Tagarela
Então ensurdecida a madrugada,
-desarmónicas
as sinfonias de tanto albergar
a exteriorização
do entranho deste coração cujo apazíguo
é um conto
fossilizado no íntimo do esquecimento-,
encolhidas as
flores dissociando-se do fascínio,
de tanto em
sí poisarem ecos dos gemidos da amargura
dum
eremitério desvinculado do tempo que do espaço
roçando uma
existência audível a madrugada,
colorida para
as telas, abrangem-te para as flores,
Sangra o
coração no abraço do vento pela dor
pintando a
plenitude então ofuscado o prazer existencial:
-enceguecidos
os olhos humanos pelo incessante que sem dimensão-.
Serano Manjate


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