Nenhures
Certas vezes, no desconhecimento do tempo, da ilusão
da possibilidade da pragmatização abstracta... da coesão,
penso nas lições que me davam os pensamentos, os sentimentos,
a existência ou o seu conhecimento: sou!
-Torna-se é o que foi, ou o anseio que vibra por um futuro nalgures;
Sou ritmo desarmónico em ouvidos alheios, inerte elo.
Acaricio a distância e o horizonte acolhe-me. Afasto-me da fonte?
Em versos sou livre e faz-se-me senda cada estrofe
cujas entrelinhas descrevem o nada que é então tudo.
Nas mesmas vezes, conheço a vida de cor e sufoca-me o todo
vazio de pensamentos, sentimentos e lições, segreda-me o mistério
que o tempo é sábio mas que a realidade é ilusória,
Que a tristeza é fruto do ritmo desarmónico, e que a treva porta?
E em vezes sem conta não sou! Lembro-me da inexistência
é mudo o seu som, indefinido o seu tom, incolor o seu olhar,
é indetectável a sua vibração, nela não há anseio e nem algures
há é o nada indecifrável pelo mistério.


0 Comments:
Post a Comment
Subscribe to Post Comments [Atom]
<< Home