Monday, 6 March 2023

Beleza


Águas cinzentas, e a realidade absolve a vastidão infinitamente

é ser o que não se é culpa do cristal que assim te vê

e não poder ser diferente do que se é pela indiferença

fruto da realidade que abraça realidades não roseadas;


tocar a tristeza e o mundo sonhar debaixo das lágrimas celestiais

rindo-se tão humanamente pela ausência de sal trazido à razão

e nada mais ser tão feliz naquela eternefemeridade.


Não importava o mundo caso eu fosse a razão da sua criação

nem a morte se fosse invenção minha, sabem-nos os crentes

e quem sabe a tristeza não moldava a essência do sábio?


É contemplar ecos que te tomam por fonte, de alma encenerrada

abraçar a impotência enquanto o mundo fascina-se

definires-te pelo que te é alheio, por assim te conceber o mundo.

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