Beleza
Águas cinzentas, e a realidade absolve a vastidão infinitamente
é ser o que não se é culpa do cristal que assim te vê
e não poder ser diferente do que se é pela indiferença
fruto da realidade que abraça realidades não roseadas;
tocar a tristeza e o mundo sonhar debaixo das lágrimas celestiais
rindo-se tão humanamente pela ausência de sal trazido à razão
e nada mais ser tão feliz naquela eternefemeridade.
Não importava o mundo caso eu fosse a razão da sua criação
nem a morte se fosse invenção minha, sabem-nos os crentes
e quem sabe a tristeza não moldava a essência do sábio?
É contemplar ecos que te tomam por fonte, de alma encenerrada
abraçar a impotência enquanto o mundo fascina-se
definires-te pelo que te é alheio, por assim te conceber o mundo.


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