Ciclo
Inúmeras canções tentaram abafar o fim:
no palco a felicidade, a glória duma eternidade
rastreando oceanos do pico das suas asas
alimentando-se da vida oculta pelas ondas do seu gozo;
a beleza nocturna
feito um obstáculo obstrue o horizonte,
misteriosos punhos despidos de sonhos de fadas,
leiais a esta jornada um tanto árdua:
desfazendo as alturas instantaneamente.
Montanhas e nuvens partilham as suas manhãs
na esperança de dissociarem a surpresa da renascença
para que as águas livrem-se da surdez
e entoem a canção entranhada no seu âmago,
e do pico das suas asas, o fim
sinta esta existência que é sua. Ciclicamente!


0 Comments:
Post a Comment
Subscribe to Post Comments [Atom]
<< Home