Carnaval
Magnífico o dia
estava sinesticamente em harmonia com os raios
do sol de cujo carinho
induziu a consciência daquela flor
a despertar para a realidade deixando para trás
o sono que ainda cria que era noite
reinando um pouco mais sobre a consciência da flor.
Tão calma –ainda que crente- a flor abraça o dia,
mergulha na sua beleza em toda sua plenitude,
que continha no seu âmago o amor e seus derivantes;
feito isto a primeira vista aquele coração mal podia
desviar o seu olhar todo tomado pela cegueira;
é inevitável o amor, e o arco
parte de imediato em seu favor penetrando no seu objecto.
Tudo é uma fresta de maravilhas:
há cá viagens -regulares- pelos céus através das nuvens,
metamorfose de cores autónoma,
a areia combinando com o seu traje,
mera cortesia do cupido;
no entanto, porque até para a doce flor
a eternidade sabe a façada despido o tempo da ilusão,
o que era dia tornou-se noite, e o sono então tristonho
partiu...
deixando para trás a doce flor
que desesperada abraça a insónia, evitando assim a dor
lua coberta de trevas conquistando aquele sol
-seu padrinho ilusório, a beleza em sua plenitude
-é então toda vaidade- dissociada da sua essência, o amor.
era carnaval! a ilusão bem humorada troçou da flor com antecedência.


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