Concepção
No equador da onda,
o vento dança ao som da pedra;
deusa da margem:
vive a sereia sob encanto da terra.
Tempestade que irriga a alga,
alento do incessante baile.
Não apraz a onda o riso:
hiperbólica cor marfim de areia.
N’um mundo possível,
-embora possível no mundo meu-
soletrará a pedra o eterno canto.


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