Fervor
Se sou, então saiba:
sou antes de tudo pelo mel,
era fel em palavra alheia, cravo ou dor
da verdade que sobre a pureza aterra nua e crua.
Cá, saiba:
há abundâncias com estados naturais,
prazeres adiados pela insensibilidade celestial,
e lágrimas são rítmicas no raso interior deste ente.
Segundo:
sou para terceiros quem rastreia destinos
que também obcecados pelo ciclo do infinito
abraçam-no forte perante a sua ausência,
saudade é o corpo
de chamas cujas questões ainda tocam a sua existência.
Não se me inunda a vastidão do vazio,
nunca houve entulhos que não fossem marfins perfumados
ornamentando agora o mundo que é este todo
e mais nada das partes que conheço.
por último:
sou porque sou, pois lá fui o que é cá tão distante....
que se afogavam os remos,
se a vela balançasse.


0 Comments:
Post a Comment
Subscribe to Post Comments [Atom]
<< Home