Breve elegia
Oh porto que acolhes
as ternas memórias que nunca tive:
barcos com gosto francês! Se existem?
Diz-me tu se as tuas águas
ainda hospedam aquele silêncio,
se o sono é de longe valorizado
vindas as trevas tomar o dia?
Uma canção melancólica trás gozo
a um ente inexistente
cujo desejo é sentir a brisa,
suas águas calmas davam-no à luz.
Eu mesmo me rio, assaltado pelas tuas razões,
as mesmas razões que eu ignoro
porquanto que são irreais
-ainda-.


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