Espelho meu, espelho meu
O costume não mais rejeita este som encarnado
cujas paredes e sua mestria
ensinaram-me a decifrar o seu embalo
e que esta melodia
é penosamente ignorada pelos surdos
pela sua natureza entorpecida.
Breve vislumbre faz-se-me a porta,
mas bênçãos vem apreçadas, e bem o sabe o ego
que então aconselha a minha curiosidade:
não te inquietes!
Sou mera plenitude,
e nada mais.
Cinza não o sois, não vos “atolanhar”;
é-vos o branco evidência amorosa,
e o negro o reflexo da indiferença.
Outrora, exalaram amor as vossas almas
Tal como então vazias reflectem a indiferença.
Não sois branco e nem preto, mas um inédito sentimento,
reflexo ocasional da imagem do tempo,
eternamente tentando espelhar-se no vosso entranho:
“erguer” e uníssone gritemos: era suposto que me reflectisses
a mim.


0 Comments:
Post a Comment
Subscribe to Post Comments [Atom]
<< Home