Ventura
Se o orvalho não despisse alívios, se não
desembrulhasse
fantasias coloridas de flores e do instante
em que a noite cede iluminando a esperança
de atrelar nas palmas certas o coração dum mundo
sem primaveras, repleto de cravos,
era menos triste e mais fácil dizer:
vivo o sonho plasmado na esperança!
vivo o mar domado pelo luar
seguindo trilhos cujo vento desconhece,
bússola o delírio que as ondas bem conhecem
e mal cabe na vastidão esta ternura que me agasalha.


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