Morangos sabendo a memórias, gesto distante
por pertencer aos que se permitem encantar,
pelo orvalho, em pleno túmulo e sua exaltação;
torna-se leve a sensação que beija, que afaga
que sem que ao supremo -ou a isto que não desprezo?-
atrele-se. Há lindos e tantos rios na berma da estrada
que liberdade se ignora por vaidade de escolha?
Pode ser que sim, que ela o torne (retorne?) ou não, e em não,
talvez, se calhar, embora quase nunca calhe, quem sabe um dia?
Tão simples, sem prescrições ou sendas
extremas e estreitas;
Há também ares que acolhem rumos, mapeiam nuvens
que por sua vez, acolhem tristezas e este dia, aquele
cuja saudade é amarela, sorrisos de sol e tu, lua que encantas
a eternidade instantânea que é sempre tudo,
se boa, há então vezes que a desconhecem;
defini-se pela luz, sua velocidade ou também vaidade,
o tempo que é teto ou leve palco: deus das possibilidades.
Mas espera! Pelos céus ou pela terra, pois te digo: sei
que sem esforço o meu braço toca em dimensões
que eu desconheça ou as tenha projectado.
Viver é fácil e fascinante, tem este brilho
que bem o conheço, tanto quanto sei o seu segredo.